Que esses escritos levem amor ao teu coração
Que tudo que é trevas se afaste de ti
Que tu te encantes com o presente da vida
Que tua alma seja curada na luz
Que teus pensamentos sejam justos
Que tuas mãos sejam curadoras
Que teu trabalho te dignifique
Que tu sejas querido na prece dos outros
Que teu olhar revele o brilho do Eterno
Que tenhas consciência da Sagrada Presença
Que vejas algo lindo, mesmo num dia cinzent
Que teu coração seja generoso, como o Sol
Que teus passos sejam honrados
Que a perda de alguém querido não te seja um fardo
Que os reveses de tua vida sejam lições de sabedoria
Que tu aprecies muitas canções, e te encantes com elas
Que tu não tenhas medo de amar
Que tuas emoções não te sejam um peso
Que tu honres aos teus pais e teus ancestrais
Que sejas um bom exemplo de vida para teus filhos
Que atravesses a vida com assombro e admiração
Que a chuva lave tuas mágoas e te renove o viver
Que teus lábios estejam sempre fechados para lamúrias
Que saibas perdoar aos outros e a ti mesmo.
Que tenhas sabedoria para corrigir teus erros
Que não vejas a cor da pele dos homens, mas a luz neles
Que o mal não faça morada em teu coração
Que estejas sempre num círculo de luz!
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Primitivos, nós?
Outro dia li um artigo em que a ativista ambiental indiana, Vandana Shiva chamou atenção sobre o valor da biodiversidade concentrada na Amazônia e a importância da defesa daquela área. Ela também disse que os índios têm muito a nos ensinar nesse sentido...
Pois é, já estamos diante do futuro que tanto temíamos e que foi previsto por muitos estudiosos considerados "fatalistas". Devido ao descuido e ao pensamento imediatista de algumas gerações, nossa terra está doente e a tendência é que os habitantes deste planeta (humanos, fauna e flora) também adoeçam. Automóveis e indústrias poluem o ambiente, o desmatamento gera mais poluição e já existe em volta da Terra uma espécie de "vidro", embaçado pelo calor, que impede a correta circulação do ar e causa uma série de desequilíbrios no clima. Nem vamos entrar em outros detalhes, como a destruição da Mata Atlântica (só restam 7%), o desperdício de alimentos, o lixo que muitos jogam nas praias e nas ruas, o uso excessivo de plásticos e outros derivados de petróleo, a pouca consciência sobre a necessidade de reciclagem, etc, etc...
Shiva reafirma que a Amazônia é o maior depósito de biodiversidade do mundo, a contribuição mais importante para a estabilidade climática e hidrogeológica que restou na Terra, ou seja, uma riqueza incalculável de plantas, bichos, água e ar puro. "A destruição que está ocorrendo e a luta dos índios contra as empresas que querem madeira e matérias-primas é uma questão global, e como tal deve ser tratada", diz. Ela afirma (e nós também) que os governos deveriam esquecer a palavra lucro quando se fala sobre a Amazônia. Todos os investimentos deveriam ser dirigidos para garantir a sobrevivência e proteção daquelas matas.
Na próxima reunião do G8, que engloba os países mais ricos do mundo, a proteção do meio ambiente e as mudanças climáticas serão os pontos principais dos debates. Até porque o atual modelo de desenvolvimento, que destrói tudo e só visa o lucro, já mostrou que não funciona. Mas será que os mais poderosos estão mesmo preocupados com isso?
Nós, consumidores, temos que fazer pressão contra qualquer tipo de negócios suspeitos, que visem lucro sem preocupação com a saúde da Terra e de toda espécie de habitantes. Nesse sentido, os índios têm muito a nos ensinar, não só quanto a mantermos uma relação equilibrada com a Terra, mas também quanto a um sistema de vida baseado na harmonia e não na exploração. Mais uma vez concordamos com a visão da indiana: "certamente os índios não são primitivos. Primitivos me parecem ser antes os que querem caçá-los".
Pois é, já estamos diante do futuro que tanto temíamos e que foi previsto por muitos estudiosos considerados "fatalistas". Devido ao descuido e ao pensamento imediatista de algumas gerações, nossa terra está doente e a tendência é que os habitantes deste planeta (humanos, fauna e flora) também adoeçam. Automóveis e indústrias poluem o ambiente, o desmatamento gera mais poluição e já existe em volta da Terra uma espécie de "vidro", embaçado pelo calor, que impede a correta circulação do ar e causa uma série de desequilíbrios no clima. Nem vamos entrar em outros detalhes, como a destruição da Mata Atlântica (só restam 7%), o desperdício de alimentos, o lixo que muitos jogam nas praias e nas ruas, o uso excessivo de plásticos e outros derivados de petróleo, a pouca consciência sobre a necessidade de reciclagem, etc, etc...
Shiva reafirma que a Amazônia é o maior depósito de biodiversidade do mundo, a contribuição mais importante para a estabilidade climática e hidrogeológica que restou na Terra, ou seja, uma riqueza incalculável de plantas, bichos, água e ar puro. "A destruição que está ocorrendo e a luta dos índios contra as empresas que querem madeira e matérias-primas é uma questão global, e como tal deve ser tratada", diz. Ela afirma (e nós também) que os governos deveriam esquecer a palavra lucro quando se fala sobre a Amazônia. Todos os investimentos deveriam ser dirigidos para garantir a sobrevivência e proteção daquelas matas.
Na próxima reunião do G8, que engloba os países mais ricos do mundo, a proteção do meio ambiente e as mudanças climáticas serão os pontos principais dos debates. Até porque o atual modelo de desenvolvimento, que destrói tudo e só visa o lucro, já mostrou que não funciona. Mas será que os mais poderosos estão mesmo preocupados com isso?
Nós, consumidores, temos que fazer pressão contra qualquer tipo de negócios suspeitos, que visem lucro sem preocupação com a saúde da Terra e de toda espécie de habitantes. Nesse sentido, os índios têm muito a nos ensinar, não só quanto a mantermos uma relação equilibrada com a Terra, mas também quanto a um sistema de vida baseado na harmonia e não na exploração. Mais uma vez concordamos com a visão da indiana: "certamente os índios não são primitivos. Primitivos me parecem ser antes os que querem caçá-los".
domingo, 7 de junho de 2009
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Os Jetsons sabiam...
A comunicação digital já faz parte do nosso cotidiano e previsões garantem que daqui a dez anos não teremos mais jornais impressos. Mas como fazer uma comunicação correta e honesta para divulgar em "mídias" como celulares, internet, e-mails e sabe Deus o que mais vem por aí...
O jornalista Caio Túlio Costa, presidente do IG, diz que ainda não temos a real noção do poder desses novos meios de comunicação. O vídeo das cenas de amor no mar de Daniela Ciccarelli, por exemplo, percorreu os computadores da Europa, Ásia e Estados Unidos. Também foi pelo "boca a boca" virtual que os americanos doaram metade dos 700 milhões de dólares gastos na campanha de Barack Obama. E quem se lembra da ordem para atacar as bases policiais, em São Paulo, em 2006? Tudo pelo celular! Foi uma mensagem desse tipo, que reuniu milhares de pessoas vestidas de preto, na rua Edsa, em Manila, Filipinas, para protestar contra a corrupção no governo, em 2001. A mensagem: "go to Edsa, wear black".
Nada existe se não for divulgado e quem conduz o processo social hoje é a mídia. Nestes tempos pós-modernos todos podem produzir notícias -- recebemos o impacto de múltiplas mídias. Os 30 maiores jornais do País atingem 14 milhões de pessoas. As 26 revistas semanais, com 3,6 milhões de exemplares pagos, alcançam de 10 a 15 milhões de leitores. Enquanto isso, os fatos trafegam pelos chips e se propagam em alta velocidade, a um custo até cinco vezes menor, circulando entre 65 milhões de internautas.
"Hoje qualquer pessoa pode produzir informação e colocar na rede, mesmo sem preocupações com a ética e a imparcialidade. Muitas vezes se cometem verdadeiros assassinatos de reputação É um meio revolucionário, assimétrico, incontrolável", diz Caio. Não podemos mais olhar o mundo com a antiga educação de "controle". Caminhamos para uma comunicação "pervasiva", de interação permanente homem-máquina, acontecendo a todo momento, em todo lugar, para todas as pessoas. A obrigação dos homens de bem é ser rápido na produção de conteúdos, sem perder a exatidão e a credibilidade.
O jornalista Caio Túlio Costa, presidente do IG, diz que ainda não temos a real noção do poder desses novos meios de comunicação. O vídeo das cenas de amor no mar de Daniela Ciccarelli, por exemplo, percorreu os computadores da Europa, Ásia e Estados Unidos. Também foi pelo "boca a boca" virtual que os americanos doaram metade dos 700 milhões de dólares gastos na campanha de Barack Obama. E quem se lembra da ordem para atacar as bases policiais, em São Paulo, em 2006? Tudo pelo celular! Foi uma mensagem desse tipo, que reuniu milhares de pessoas vestidas de preto, na rua Edsa, em Manila, Filipinas, para protestar contra a corrupção no governo, em 2001. A mensagem: "go to Edsa, wear black".
Nada existe se não for divulgado e quem conduz o processo social hoje é a mídia. Nestes tempos pós-modernos todos podem produzir notícias -- recebemos o impacto de múltiplas mídias. Os 30 maiores jornais do País atingem 14 milhões de pessoas. As 26 revistas semanais, com 3,6 milhões de exemplares pagos, alcançam de 10 a 15 milhões de leitores. Enquanto isso, os fatos trafegam pelos chips e se propagam em alta velocidade, a um custo até cinco vezes menor, circulando entre 65 milhões de internautas.
"Hoje qualquer pessoa pode produzir informação e colocar na rede, mesmo sem preocupações com a ética e a imparcialidade. Muitas vezes se cometem verdadeiros assassinatos de reputação É um meio revolucionário, assimétrico, incontrolável", diz Caio. Não podemos mais olhar o mundo com a antiga educação de "controle". Caminhamos para uma comunicação "pervasiva", de interação permanente homem-máquina, acontecendo a todo momento, em todo lugar, para todas as pessoas. A obrigação dos homens de bem é ser rápido na produção de conteúdos, sem perder a exatidão e a credibilidade.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Alimentos orgânicos: vale investir
Num planeta que corre riscos em razão dos maus tratos promovidos pelos habitantes humanos, os cuidados para um consumo mais consciente são cada vez maiores. "Desta vez, ou elaboramos uma alternativa, um novo paradigma civilizatório, com outro modo de produção, respeitador dos ritmos da natureza e um novo padrão de consumo solidário e frugal ou teremos que aceitar o risco do desaparecimento de nossa espécie e de uma grave lesão da biosfera. "A Terra pode continuar sem nós. Nós não podemos viver sem a Terra", disse recentemente o teólogo Leonardo Boff.
O negócio é sério. O calor aumenta, as geleiras derretem, as águas dos oceanos sobem, a chuva desaba sobre o mundo, o ar poluído adoece as pessoas, a seca acaba com as plantações, os alimentos estão contaminados por agrotóxicos potentes, a indústria farmacêutica lucra com medicamentos... O efeito colateral disso tudo é um desequilíbrio em larga escala, físico, mental, emocional, planetário. Esta "casa" está precisando de cuidados urgentes e nós, tidos como racionais, precisamos acordar para essa triste realidade e transformar velhos padrões destrutivos.
Comecemos com algo bem simples: a alimentação. A maioria das feiras livres e supermercados já oferece produtos orgânicos, cultivados à moda antiga, sem o uso de fortes doses de fertilizantes e outras químicas que favorecem o crescimento e a expulsão das pragas, mas contaminam o solo, a água e a nossa saúde. Para quem mora na cidade de São Paulo, o Parque da Água Branca tem uma feira especializada em alimentos naturais, todo sábado de manhã. E ainda oferece um super café, só com delícias saudáveis.
Verduras e frutas orgânicas fazem bem, não poluem nosso sangue e ajudam a terra a ficar mais forte para as próximas semeaduras. Reclama-se que custam mais caro do que os produzidos quimicamente, mas, por outro lado, os alimentos mais puros fortalecem nossas defesas, evitando problemas com a saúde e gastos com remédios e tratamentos.
Vale experimentar e perceber os efeitos.
O negócio é sério. O calor aumenta, as geleiras derretem, as águas dos oceanos sobem, a chuva desaba sobre o mundo, o ar poluído adoece as pessoas, a seca acaba com as plantações, os alimentos estão contaminados por agrotóxicos potentes, a indústria farmacêutica lucra com medicamentos... O efeito colateral disso tudo é um desequilíbrio em larga escala, físico, mental, emocional, planetário. Esta "casa" está precisando de cuidados urgentes e nós, tidos como racionais, precisamos acordar para essa triste realidade e transformar velhos padrões destrutivos.
Comecemos com algo bem simples: a alimentação. A maioria das feiras livres e supermercados já oferece produtos orgânicos, cultivados à moda antiga, sem o uso de fortes doses de fertilizantes e outras químicas que favorecem o crescimento e a expulsão das pragas, mas contaminam o solo, a água e a nossa saúde. Para quem mora na cidade de São Paulo, o Parque da Água Branca tem uma feira especializada em alimentos naturais, todo sábado de manhã. E ainda oferece um super café, só com delícias saudáveis.
Verduras e frutas orgânicas fazem bem, não poluem nosso sangue e ajudam a terra a ficar mais forte para as próximas semeaduras. Reclama-se que custam mais caro do que os produzidos quimicamente, mas, por outro lado, os alimentos mais puros fortalecem nossas defesas, evitando problemas com a saúde e gastos com remédios e tratamentos.
Vale experimentar e perceber os efeitos.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
TRABALHO: Tortura ou prazer?
Dia das mães, dos pais, das crianças, da sogra, da avó. Dia do trabalho. Todas as datas anteriores não teriam sentido se não houvesse a renda paga ao trabalhador, que alimenta o comércio,
sempre sedento de novas datas para faturar. A maioria da população, no entanto, não conhece a etimologia da palavra "trabalho", mas todos achariam natural se soubessem que ela está ligada a uma forma antiga de tortura.
O termo vem do latim tripalium, instrumento romano formado por três estacas cravadas no chão, onde eram torturados os escravos. Daí derivou-se o verbo tripaliare, que significava torturar alguém no tripalium. Pouco a pouco esse instrumento cedeu lugar aos terríveis dispositivos inventados pela Inquisição.
Vão-se os objetos, ficam as palavras: no século 12 o termo ingressou nas línguas românicas: trabalho (Portugal), travail (França), trabajo (Espanha), travaglio (Itália, para se referir ao trabalho de parto). E em todas essas línguas o significado abstrato era de "tormento, agonia, sofrimento".
A partir do Renascimento, o vocábulo adquiriu também o atual sentido de atividade, exercício profissional. No entanto, apesar das comemorações internacionais, como o Dia do Trabalho,
ou da famosa frase " o trabalho dignifica o homem", o termo jamais perdeu a primitiva ligação com dor e sofrimento.
Mesmo com toda essa visão fortemente arraigada no inconsciente coletivo, mesmo com as associações sombrias e pejorativas ligadas ao trabalho ao longo dos séculos, é possível darmos outro sentido quando tomamos consciência de que podemos trabalhar com prazer.
Mude seu "pré-conceito" em relação ao trabalho.
sempre sedento de novas datas para faturar. A maioria da população, no entanto, não conhece a etimologia da palavra "trabalho", mas todos achariam natural se soubessem que ela está ligada a uma forma antiga de tortura.
O termo vem do latim tripalium, instrumento romano formado por três estacas cravadas no chão, onde eram torturados os escravos. Daí derivou-se o verbo tripaliare, que significava torturar alguém no tripalium. Pouco a pouco esse instrumento cedeu lugar aos terríveis dispositivos inventados pela Inquisição.
Vão-se os objetos, ficam as palavras: no século 12 o termo ingressou nas línguas românicas: trabalho (Portugal), travail (França), trabajo (Espanha), travaglio (Itália, para se referir ao trabalho de parto). E em todas essas línguas o significado abstrato era de "tormento, agonia, sofrimento".
A partir do Renascimento, o vocábulo adquiriu também o atual sentido de atividade, exercício profissional. No entanto, apesar das comemorações internacionais, como o Dia do Trabalho,
ou da famosa frase " o trabalho dignifica o homem", o termo jamais perdeu a primitiva ligação com dor e sofrimento.
Mesmo com toda essa visão fortemente arraigada no inconsciente coletivo, mesmo com as associações sombrias e pejorativas ligadas ao trabalho ao longo dos séculos, é possível darmos outro sentido quando tomamos consciência de que podemos trabalhar com prazer.
Mude seu "pré-conceito" em relação ao trabalho.
Trabalhar não precisa ser algo chato, difícil, cansativo. Pode ser, sim divertido, criativo e transformador!
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